{"id":867,"date":"2011-08-08T20:40:07","date_gmt":"2011-08-08T19:40:07","guid":{"rendered":"http:\/\/www.rumoasantiago.com\/2011\/08\/08\/rescaldo-da-etapa-9\/"},"modified":"2012-05-21T23:56:25","modified_gmt":"2012-05-21T23:56:25","slug":"rescaldo-da-etapa-9","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.rumoasantiago.com\/frances\/2011\/08\/08\/rescaldo-da-etapa-9\/","title":{"rendered":"Rescaldo da Etapa 9"},"content":{"rendered":"<p>Ap\u00f3s uns quantos dias <span style=\"text-decoration: underline;\">com<\/span> etapas acima dos 85 quil\u00f3metros, hoje foi dia de relaxar um pouco.<br \/>\nT\u00ednhamos pela frente uma etapa de pouco mais de 45 quil\u00f3metros, bastante acess\u00edveis, com excep\u00e7\u00e3o da poderosa subida a O Cebreiro.<br \/>\nA manh\u00e3 estava bem fresca, proporcionando a temperatura ideal para rolar sem grande calor.<br \/>\nTivemos um pouco de azar ao pequeno almo\u00e7o, dado que algumas das coisas que estavam inclu\u00eddas no buffet tinham-se esgotado antes que tiv\u00e9ssemos sequer hip\u00f3tese de lhes por a vista em cima. Ainda assim foi poss\u00edvel fazer uma primeira refei\u00e7\u00e3o decente, algo absolutamente essencial num dia a dia normal e mais que obrigat\u00f3rio nesta nossa viagem.<br \/>\nA etapa propriamente dita come\u00e7ou com uma descida em alcatr\u00e3o ao longo de uma estrada que serpenteia ao longo dos v\u00e1rios montes que definem o perfil desta zona. N\u00e3o demorou muito at\u00e9 que a saborosa descida desse lugar a uma subida um tanto ou quanto comedida na inclina\u00e7\u00e3o, que se percorreu sem grande dificuldade. Ao longe, na encosta dos montes, era vis\u00edvel o trilho de uma alternativa oficiosa do caminho que \u00e9 sobejamente elogiada por quem j\u00e1 a percorreu. Como ainda t\u00ednhamos os 110 quil\u00f3metros do dia anterior em mem\u00f3ria e o enfoque de hoje era o esfor\u00e7o m\u00ednimo, nem sequer ponder\u00e1mos essa op\u00e7\u00e3o.<br \/>\nO ritmo foi sempre muito certo, num percurso repleto e peregrinos quer a p\u00e9, quer de bicicleta. Como j\u00e1 estamos perto de Santiago, vamos vendo cada vez mais peregrinos a circular, dado que a dist\u00e2ncia m\u00ednima para obter a Compostela (&#8220;diploma&#8221; para quem termina o Caminho) \u00e9 de 100 e 200 quil\u00f3metros para peregrinos a p\u00e9 e de bicicleta, respectivamente.<br \/>\nPassados 22 quil\u00f3metros come\u00e7ou a verdadeira subida de hoje, no acesso de 6 quil\u00f3metros at\u00e9 O Cebreiro.<br \/>\nQuando cheg\u00e1mos \u00e0 bifurca\u00e7\u00e3o entre o percurso pedestre e o de bicicleta (por alcatr\u00e3o) continu\u00e1mos pelo acesso alcatroado, pois ao que parece o percurso pedestre \u00e9 muito pouco cicl\u00e1vel. Foi neste ponto que encontr\u00e1mos portugueses pela segunda vez na viagem. Uma das raparigas do grupo disse-nos que estavam a fazer o caminho desde Salamanca, pela Via de la Plata.<br \/>\nEu e o \u00d3scar adiant\u00e1mo-nos um pouco na subida e em La Faba acab\u00e1mos por entrar no percurso pedestre por engano, ao seguirmos as setas na aldeia. O \u00d3scar estava um pouco inconformado ao in\u00edcio, pois planeava fazer a subida toda montado na bicicleta e de facto o percurso pedestre tem partes bem complicadas de gerir, em particular com muita gente a circular a p\u00e9 e com alforges na bicicleta. Acab\u00e1mos por apanhar novamente a estradaonde reencontr\u00e1mos o Ricardo, que seguia entretanto \u00e0 frente.<br \/>\nA primeira paragem do dia foi em O Cebreiro, primeiro para admirar a bela paisagem e depois para admirar uma bela sandes com um p\u00e3o galego fant\u00e1stico, muito semelhante ao p\u00e3o tradicional da aldeia em Portugal.<br \/>\nEstava imenso frio. O vento que nos tinha fustigado ligeiramente na subida estava a a ser inc\u00f3modo. Ao contr\u00e1rio dos meus companheiros, que matavam a sede com uma bela ca\u00f1a, eu optei por um reconfortante ch\u00e1, para ajudar a subir a temperatura corporal.<br \/>\nSa\u00edmos de O Cebreiro saciados com a sandes, sem grandes planos para o almo\u00e7o. Pedal\u00e1mos por uma ir\u00e1 parte do caminho muito bonita, ao longo da encosta que ora subia, ora descia. Vir\u00edamos a apanhar de novo a estrada mais adiante e o \u00d3scar, temendo pelo bem estar do seu traseiro e para poupar um pouco as pernas hoje, entusiasmou-se um pouco no alcatr\u00e3o e liderou-nos na descida quase sempre pela estrada. Tendo em conta o perfil do terreno, creio que teria sido uma op\u00e7\u00e3o mais divertida ter seguido pelo caminho original, mas por outro lado cheg\u00e1mos bastante cedo ao nosso albergue.<br \/>\nDepressa nos esquecemos da sandes do meio dia e decidimos ir almo\u00e7ar de faca e garfo num restaurante perto do albergue. E dado que j\u00e1 estamos oficialmente na Galiza, nada melhor que comer um belo &#8220;pulpo&#8221; :).<br \/>\nDormimos uma bela sesta logo a seguir ao almo\u00e7o, at\u00e9 cerca das 19h30. Era hora de decidir o jantar e o Ricardo sugeriu confeccionar um arroz de polvo. Por altura da redac\u00e7\u00e3o desta cr\u00f3nica ainda n\u00e3o inici\u00e1mos a refei\u00e7\u00e3o, mas tendo por base as refei\u00e7\u00f5es que o Ricardo j\u00e1 preparou anteriormente, estou certo que nos espera uma bela iguaria.<br \/>\nCom o aproximar de Santiago, come\u00e7a a notar-se a escassez de alojamento, tal \u00e9 a quantidade de pessoas a circular. O nosso albergue (e creio que tamb\u00e9m os restantes de Triacastela) j\u00e1 estava esgotado. A op\u00e7\u00e3o da reserva antecipada revela-se aqui uma mais valia, pelo menos nas etapas finais.<\/p>\n<p>Amanh\u00e3 ser\u00e3o 65 quil\u00f3metros de sobe e desce pela Galiza a dentro. Esperam-nos trilhos verdejantes como tanto gostamos, pelo que espero termos a oportunidade de aproveitar ao m\u00e1ximo os \u00faltimos quil\u00f3metros dos trilhos o Caminho.<\/p>\n<p>ULTREIA<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" style=\"display: block; margin-right: auto; margin-left: auto;\" src=\"http:\/\/www.rumoasantiago.com\/wp-content\/blogs.dir\/3\/files\/2011\/08\/wpid-IMG_7012-1.jpg\" alt=\"image\" \/><br \/>\n<img decoding=\"async\" style=\"display: block; margin-right: auto; margin-left: auto;\" src=\"http:\/\/www.rumoasantiago.com\/wp-content\/blogs.dir\/3\/files\/2011\/08\/wpid-IMG_6976-1.jpg\" alt=\"image\" \/><br \/>\n<img decoding=\"async\" style=\"display: block; margin-right: auto; margin-left: auto;\" src=\"http:\/\/www.rumoasantiago.com\/wp-content\/blogs.dir\/3\/files\/2011\/08\/wpid-IMG_6980-1.jpg\" alt=\"image\" \/><br \/>\n<img decoding=\"async\" style=\"display: block; margin-right: auto; margin-left: auto;\" src=\"http:\/\/www.rumoasantiago.com\/wp-content\/blogs.dir\/3\/files\/2011\/08\/wpid-IMG_7020-1.jpg\" alt=\"image\" \/><br \/>\n<img decoding=\"async\" style=\"display: block; margin-right: auto; margin-left: auto;\" src=\"http:\/\/www.rumoasantiago.com\/wp-content\/blogs.dir\/3\/files\/2011\/08\/wpid-IMG_7022-1.jpg\" alt=\"image\" \/><br \/>\n<img decoding=\"async\" style=\"display: block; margin-right: auto; margin-left: auto;\" src=\"http:\/\/www.rumoasantiago.com\/wp-content\/blogs.dir\/3\/files\/2011\/08\/wpid-IMG_7023-1.jpg\" alt=\"image\" \/><\/p>\n<div class=\"al2fb_like_button\"><div id=\"fb-root\"><\/div><script type=\"text\/javascript\">\n(function(d, s, id) {\n  var js, fjs = d.getElementsByTagName(s)[0];\n  if (d.getElementById(id)) return;\n  js = d.createElement(s); js.id = id;\n  js.src = \"\/\/connect.facebook.net\/pt_PT\/all.js#xfbml=1&appId=118672068213591\";\n  fjs.parentNode.insertBefore(js, fjs);\n}(document, \"script\", \"facebook-jssdk\"));\n<\/script>\n<fb:like href=\"https:\/\/www.rumoasantiago.com\/frances\/2011\/08\/08\/rescaldo-da-etapa-9\/\" layout=\"button_count\" show_faces=\"true\" share=\"false\" width=\"450\" action=\"like\" font=\"arial\" colorscheme=\"light\" ref=\"AL2FB\"><\/fb:like><\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ap\u00f3s uns quantos dias com etapas acima dos 85 quil\u00f3metros, hoje foi dia de relaxar um pouco. 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